Site do Museu da Inclusão tem selo de Acessibilidade Digital e destaca o protagonismo da pessoa com deficiência

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foto do novo site/portal do museu da inclusão, mostrando vários recursos de acessibilidade.
Novo portal do Museu da Inclusão

O Museu da Inclusão, da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Governo de São Paulo, lançou este ano um novo portal na internet com todos os recursos de acessibilidade, conquistando em maio, o Selo de Acessibilidade Digital. Dessa forma, é a primeira instituição cultural do país a receber a certificação e a conquista atesta que o site segue uma série de padrões nacionais e internacionais em critérios de acessibilidade estabelecidos pela W3C (World Wide Web Consortium), organização que desenvolve especificações técnicas e orientações voltadas a páginas da internet.

“O Museu da Inclusão é um equipamento da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Governo de São Paulo e, como tal, precisa estar estruturado para atender este público específico, seja de forma presencial ou virtual. Somos o primeiro museu do Brasil com Selo de Acessibilidade Digital e a sua obtenção está na esteira do movimento de acessibilização na internet e os espaços museais não podem ficar de fora. A manutenção para mantê-lo acessível e validado é a assinatura de um compromisso diário”, explica Célia Leão, Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo.

De acordo com ela, tornar o portal de modo a contemplar a diversidade de usuários e de formas de acessar e, ao mesmo tempo, trazer algo atrativo para o público, foi algo desafiador: “Contamos com a parceria de organizações e empresas especializadas e com o apoio do movimento “Web para Todos”, da programação até a inserção do conteúdo. O portal do Museu da Inclusão foi pensado, desde o princípio, para receber todos os tipos de pessoas, sejam elas com ou sem deficiência. O resultado é que hoje o nosso portal conta com diversos recursos e ferramentas de acessibilidade, como avatar e intérprete de Libras, locução, designer acessível, contraste, entre outros. Além disso, agora, todos podem acessar todos os programas e projetos do Museu da Inclusão, em diferentes formatos, num único lugar, de forma fácil, acessível e intuitiva”, esclarece a Secretária.

Célia exemplifica ainda como as pessoas de diversos tipos de deficiência podem se beneficiar com o novo portal: “além da hierarquia de informações bem estruturadas e programadas para uma boa leitura do leitor de tela, o portal oferece textos fixos em locução com voz humana, que beneficia, também, pessoas com deficiência intelectual, neurodiversidades, idosas, analfabetas, entre outras. Para pessoas com deficiência auditiva, temos três formas de navegação, além do avatar de Libras e os formatos de texto, desenvolvemos um dispositivo inédito em portais de internet, o botão “Ativar Libras”, que altera a ordem de informações priorizando o acesso aos conteúdos diretamente em Língua Brasileira de Sinais, assim, humanizando a imagem do intérprete e o acesso à informação. Vale informar que uma das intérpretes de Libras é surda, o que destaca ainda mais o protagonismo da pessoa com deficiência na construção do Museu da Inclusão”, destaca.

Divulgação e engajamento  

Célia Leão afirma ser a exclusão digital uma importante barreira enfrentada pelas pessoas com deficiência. “Quase 40 milhões de pessoas ainda não têm acesso à internet no Brasil, o que somado com as barreiras de acessibilidade na rede, dificulta ainda mais o acesso para as pessoas com deficiência. Pensando nisso, uma das estratégias do Museu da Inclusão de alcance e entrega de informações e conteúdos, principalmente no contexto da pandemia, é a diversificação dos canais de comunicação. Mesmo criando um portal acessível, mantemos todas as outras redes de forma simultânea, funcionando juntas para chegar a mais pessoas, e quando falamos de canais, vai de mídias digitais até correspondências. E, além de romper o estereótipo de museus e dar mais visibilidade para outros portais que tematizam a pessoa com deficiência, buscamos formas de acessar o nosso público, não apenas ele a nós”, explica.

De acordo com ela, apesar de localizado na cidade de São Paulo, o Museu da Inclusão é estadual e tem alcance nacional, mas ainda assim, atinge apenas uma parcela da população: “Falta, também, o engajamento de pessoas sem deficiência em compartilhar com seus entornos as informações e ações do Museu”.

E, para manter o acesso e interesse do público, a Secretária diz que o Museu conta com estratégias de comunicação. “Se antes a porta de entrada para o museu eram as redes sociais, agora a gente tem o portal. Então, vai além da manutenção de mais usuários e de mais pessoas acessando o portal, na medida em que o alimentamos com material acessível linkando às redes sociais, fazemos essa comunicação 360 graus”.

Quanto aos desafios inerentes à inclusão social, Célia faz a reflexão: “Nas últimas décadas, temos sido provocados a responder sobre o futuro em relação à inclusão da pessoa com deficiência, uma vez que sabemos que é ainda um desafio e relembrando a luta do movimento social dessas pessoas pela garantia de direitos e pelo exercício da cidadania rumo a uma sociedade menos excludente. Sabemos ainda que a existência desses direitos é fundamental para construirmos uma sociedade mais justa e igualitária em suas bases, entretanto, também sabemos que não somos todos iguais. Pensarmos num mundo em que uns são considerados mais humanos e outros menos é uma forma de percebermos que as linguagens que fundam esses direitos são abstratas e, em particular, excludentes. O Museu da Inclusão reconhece que a luta por direitos da pessoa com deficiência é patrimônio do Estado de São Paulo, por isso, nosso papel é constantemente questionarmos como esses direitos para a “igualdade” nos aproximam da inclusão e dignidade de todos para todos, especialmente, dos grupos de pessoas, das classes sociais e das comunidades originárias a quem são sistematicamente negados. Queremos mapear lugares de memória, coletar testemunhos e exercitar diversas práticas de forma colaborativa e em discussão com os coletivos, pois, não somos um museu que preserva apenas os objetos, nós musealizamos a luta por direitos das pessoas com deficiência, que é orgânica e constante. Somos um espaço legítimo e fórum desses movimentos sociais; em nossos processos museológicos salvaguardamos, pesquisamos e comunicamos essa luta por direitos das pessoas com deficiência. Inclusão e futuro são processos, construções contínuas e utópicas. A utopia é a força motriz que mantém nossos ideais acesos, alertas e resistentes. Precisamos dela para que continuemos a perseguir o ideal de sociedade que desejamos”.

Além disso, um dos objetivos do Museu é promover cursos e atividades de forma gratuita. Recentemente, a instituição abriu a agenda do segundo semestre para encontros virtuais com o Núcleo Educativo. As atividades de mediação online são todas terças e quintas, das 09h30 às 11h30 ou das 13h30 às 15h30, com duração de até 2 horas e, no máximo, 25 pessoas por sala, a depender do perfil do grupo.

Entre os temas, estão: “A construção dos Direitos Humanos e o Campo da Pessoa com Deficiência, Língua e Linguagens – Diversidade e Cultura Surda, Línguas de Sinais e Museu, Tradução e Interpretação e Os Caminhos da Pessoa com Deficiência, Corpo, autonomia e direito à cidade”. 

O Museu da Inclusão ainda se encontra fechado por questões de segurança e, em breve, passará por uma reforma. Mas após esse período, retornará com atividades e eventos presenciais de forma simultânea com o virtual.

A área de programação também está sendo estruturada e será atualizada no portal em breve. Por enquanto, é possível acompanhar todas as novidades do museu pelas redes sociais e pelo blog do portal.

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