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Pranchas de CSA auxiliam pais a explicar aos filhos com deficiências cognitivas e neurológicas as questões inerentes ao coronavírus

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Neste momento de coronavírus, mãe segurando o desenho de uma casa e mostrando pra filha que está em sua frente
Mãe explicando a filha porque temos que ficar em casa neste momento

O momento atual em que estamos vivendo em decorrência da pandemia de coronavírus requer um maior autocuidado e também com as pessoas ao nosso redor, principalmente com familiares que apresentam algum tipo de deficiência cognitiva ou neurológica. Hoje falaremos em especial de portadores de Síndrome de Down, já que o Dia Internacional da Síndrome de Down acabou de ser comemorado (21/3), e de portadores de Transtorno de Espectro Autista (TEA), cujo Dia Mundial de Conscientização será celebrado no dia 2/4. Então, como fazer tais portadores entenderem a situação mundial por conta do COVID-19 e a importância da higienização correta das mãos e do uso do álcool em gel 70%, além de se manterem em isolamento domiciliar?

As pranchas de Comunicação Suplementar Alternativa (CSA) são uma ótima ferramenta que, de forma lúdica, podem ajudá-los a compreender a conjuntura atual e a importância de seguir as medidas protetivas para evitar o contágio. O Comunicatea_pais (grupo de estudo de comunicação aumentativa e alternativa formado por pais de indivíduos do espectro autista com necessidades complexas de comunicação), por exemplo, divulgou em seu Instagram algumas pranchas de CSA que explicam aos portadores o porquê de não poderem mais ir às escolas neste momento. Também para ajudar os pais a explicar a questão, a Tobii Dynavox está disponibilizando uma série de pranchas de comunicação com o tema COVID-19, como uma específica para crianças com TEA, em parceria com Sarah Smith da Easterseals, em Chicago, que criou uma história visual de fácil compreensão (acesse aqui). Além disso, algumas pranchas já estão disponíveis em português e, em breve, haverá mais opções no link: www.mytobiidynavox.com. Quem já utiliza o Snap + Core First da Tobii Dynavox, basta clicar aqui para acessar as pranchas específicas com o tema coronavírus. Entre os tópicos abordados estão sentimentos (preocupação, medo) e itens importantes que ajudarão o familiar a identificar possíveis sintomas da contaminação pelo vírus, como falta de ar, tosse e febre. 

Outra opção de cartilha é do portal Aragonês de Comunicação Aumentativa e Alternativa (ARASAAC), com explicações desde o surgimento do coronavírus em 2019, na China. Clique aqui para acessá-lo (em espanhol).

De acordo com a colunista Joana Santana, do blog Mulheres da Pan, em seu artigo “Autismo e coronavírus: o que você precisa saber”, além da preocupação com a compreensão do momento, os pais deverão saber lidar com a quebra da rotina: “Em geral, autistas têm muito apreço à rotina e são apegados aos seus rituais. Para amenizar a pausa forçada na terapia, pai, mãe e irmãos podem brincar juntos na mesa de atividades. Tente incentivar e manter toda a rotina possível, já que parte dela está necessária e temporariamente suspensa, como escola e terapias”. Segundo ela, vale abusar da internet  para buscar sugestões de atividades lúdicas, criativas e sensoriais.

No caso das crianças com Síndrome de Down, os cuidados devem ser redobrados, pois muitos portadores apresentam condições cardíacas desfavoráveis, o que os colocam no grupo de risco, ao contrário dos portadores de TEA – desde que estes estejam seguros em uma casa higienizada. “A síndrome de Down requer medidas cautelosas, pois, muitas vezes os pacientes, principalmente quando criança, precisam de ajuda para algumas tarefas diárias e observações. A criança com a síndrome, por exemplo, tende ficar com a boca um pouco mais aberta, o que pode ser porta de entrada do vírus”, avalia Regina Fornari Chueire, diretora médica da Rede Lucy Montoro. “Outras, são cardiopatas – doenças que acometem o coração –, o que exige inalação e, logo, sua higiene com o equipamento. Então, o ideal é seguir alimentação saudável, com muita hidratação, além das medidas universais de prevenção”, afirma. (Fonte: Estadão). Daí a importância dos pais reforçarem em casa os cuidados que a criança deve ter, seja com a higiene das mãos, seja manuseando brinquedos. A Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD) publicou em seu Facebook todas as normas e condutas de higiene e etiqueta respiratória indicadas a esses portadores (acesse aqui). 

Uma opção é que as pranchas de comunicação específicas para o tema coronavírus sejam impressas e espalhadas em alguns cômodos da casa, de forma a lembrar constantemente a criança sobre o uso do álcool em gel em seus objetos pessoais e que compreenda o motivo do isolamento. Vale ainda utilizar músicas ao lavar as mãos, como cantar “Parabéns a você” duas vezes para manter os 20 segundos da higienização, que é o tempo correto.

O Instituto PENSI (Pesquisa e Ensino em Saúde Infantil) ressalta que “há muita cobertura noticiosa sobre o surto de coronavírus e as informações podem ser esmagadoras para os pais e assustadoras para as crianças”. Por isso, segundo a organização, é preciso saber filtrar as informações e falar sobre o assunto de uma maneira que os filhos possam entender, mas de forma tranquila, deixando claro que os pequenos também podem colaborar fazendo a sua parte (como seguir o protocolo de higiene, espirrar ou tossir em um lenço de papel ou nas mangas, higienizar seus objetos pessoais, evitar levar as mãos aos olhos, nariz e boca). 

Além disso, vale lembrar que o excesso de notícias sobre o aumento exponencial da contaminação por coronavírus e o crescente número de óbitos que bombardeiam as redes sociais podem causar um maior estresse nas crianças, independentemente se são portadoras de deficiências ou não. Por isso, os pais devem se atentar ao conteúdo que os filhos estão acessando na internet e nos aplicativos como WhatsApp e observar diariamente se há qualquer grau de ansiedade e agitação que não existiam antes da pandemia.

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