Acolhimento, terapias interdisciplinares e diagnóstico precoce são os diferenciais da Pilar Terapias Integradas

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Um atendimento totalmente humanizado, onde houvesse a junção de toda a expertise profissional com um acolhimento afetuoso ao paciente e sua família, foi o que motivou Vanessa Gouvêa*, fonoaudióloga, e Natasha Bartowski Baccan**, psicóloga, a unirem seus conhecimentos em suas áreas, juntamente com a Comunicação Aumentativa e Alternativa e assim, em dezembro de 2020, inaugurarem a Pilar Terapias Integradas, no bairro do Brooklin, em São Paulo. 

“Tínhamos há um bom tempo o ideal em comum de seguir os nossos ideais e montar uma clínica onde o acolhimento e a proximidade com as famílias fossem um dos principais pilares do atendimento, pois sempre digo que a melhor técnica é o afeto, é a única forma da terapia fazer sentido na vida da criança e de sua família e, assim, ser produtiva. Por isso nasceu a Pilar, cujo diferencial é acompanhar de perto os pacientes e de modo interdisciplinar quando necessário – olhamos o paciente como um todo, para que se desenvolva de forma integral e no seu máximo potencial. Por exemplo, em um atendimento de fonoaudiologia, eu observo tudo: não apenas a questão de linguagem, mas o emocional da criança, como ela segura no lápis, como ela caminha para fazer a atividade proposta. E, se for necessário, sugiro a sessão interdisciplinar com os  profissionais de outras áreas para um objetivo em comum: o desenvolvimento, de fato, do paciente e não apenas uma simples junção de sessões de profissionais de outras áreas”, explica Vanessa.

Para isso, após a primeira avaliação, os pais do paciente são orientados se há a necessidade da integração de mais terapias ao invés de sessões isoladas, o que, de acordo com a especialista, otimiza o tempo e o desenvolvimento da criança. “Como sempre temos reuniões de equipe, pelo atendimento próximo que mantemos com os familiares, todas as sugestões são passadas aos pais, bem como os objetivos com a interdisciplinaridade. Além disso, na Pilar, todas as terapias têm retorno de como foram e cada profissional sempre procura nesses encontros compreender também o contexto e a realidade de cada família”, diz Vanessa.

Segundo a fonoaudióloga, o preparo de cada sessão é totalmente personalizado: “Compramos e confeccionamos materiais de forma individual e específica para cada paciente para que a sessão seja aproveitada da melhor forma. Além disso, temos recursos de alta tecnologia de CAA, como controles oculares que utilizamos não apenas no desenvolvimento de linguagem com a Comunicação Aumentativa e Alternativa, mas descobrimos outra funcionalidade que tem dado muito certo também com jogos como ótimo recurso para analisar o desenvolvimento cognitivo de pacientes autistas ou com déficit de atenção”, explica Vanessa. De acordo com ela, muitas vezes os autistas não conseguem expressar tudo aquilo que já sabem e a junção do controle ocular com jogo e um software de linguagem é o ideal para trazer a noção sobre o conhecimento desses pacientes e, assim, traçar uma terapia mais assertiva.

A especialista destaca ainda que outro grande diferencial da Pilar é o olhar para as questões do desenvolvimento da criança de forma precoce, principalmente devido à sua trajetória profissional: Vanessa tem diversas especializações em desenvolvimento infantil, como Baby Bobath, e alerta os pais que os sinais de qualquer deficiência já aparecem muito antes do diagnóstico. “É muito comum recebermos crianças com deficiência, cujos pais já tinham notado alguma diferença  nos primeiros meses de vida, como, por exemplo, a criança não interagir, não dar tchau e os pais acharem incomum, mas tal comportamento ser invalidado pelas pessoas que convivem com a criança, como médicos e professores, por achar ser preocupação excessiva de pais de primeira viagem. Mas ressalto que uma criança que é considerada saudável e que não apresenta nenhuma característica física aparente de deficiência, mas sinaliza um comportamento diferenciado em comparação a outras crianças e percebido muito precocemente pela família, na grande maioria dos casos, após uns 3, 4 anos é diagnosticada com alguma deficiência. Porém, se alguma intervenção terapêutica já for iniciada logo no momento da primeira desconfiança, com certeza a criança conseguirá se desenvolver cognitivamente e em sua linguagem de forma muito mais estável do que somente após o diagnóstico, aos 4, 5 anos de idade, por exemplo. Quanto maior o gap, mais difícil será trabalhar o atraso do seu desenvolvimento”, explica Vanessa. Exatamente por isso que ela orienta que a qualquer dúvida em relação ao desenvolvimento da criança, os pais busquem clínicas e profissionais especializados em reabilitação neurofuncional para que possam iniciar terapias precoces.

“E tem coisas que são óbvias, por exemplo: é sabido que um bebê com Síndrome de Down vai ter atraso de linguagem. Porém, o que normalmente acontece é que, por falta de orientação, as famílias esperam a criança crescer e ter por volta dos três anos para somente então buscarem o fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional, quando o ideal seria já iniciar os estímulos desde bebê”, enfatiza Vanessa.

A Pilar trabalha com o Baby Bobath e as Escalas Bayley de desenvolvimento, cuja  avaliação não é feita apenas pela fonoaudiologia, mas é avaliada toda a parte motora, socioemocional, o funcionamento adaptativo, cognitivo e de linguagem

Acolhimento às mães

E o afeto presente nos atendimentos da Pilar, segundo Vanessa, não se resume apenas aos pacientes. “As mães, principalmente, recebem todo o acolhimento que precisam para enfrentar a rotina, pois muitas vezes estão sobrecarregadas em relação aos cuidados com o filho com deficiência. Por isso é comum as mães iniciarem a psicoterapia quando já estão extremamente esgotadas e com filhos com comportamentos desafiadores. O que orientamos é que as mães procurem a psicoterapia antes de chegarem no limite, reconhecendo que precisam estar bem para poderem focar nos seus filhos e para isso precisam cuidar da saúde emocional. Por isso, o nosso acolhimento e afeto, que, juntamente com a nossa bagagem de conhecimento, formam um ‘pilar’, a base para que essas famílias tenham todo o suporte que precisam para o desenvolvimento de seus filhos, daí o nome escolhido para a clínica”, esclarece.

Hoje a Pilar realiza atendimentos presenciais e on-line para quem ainda não quer retomar ao presencial. Apesar dos desafios impostos pela pandemia para a abertura da clínica, a especialista explica que o isolamento social acabou fortalecendo ainda mais a equipe e promovendo a união também entre profissionais e pacientes: “acabamos estando mais próximos ainda das famílias, pois éramos, muitas vezes, a única forma de interação das pessoas”, relembra a especialista.

Apesar de um dos diferenciais ser o diagnóstico precoce e ter 90% do público infantil, a clínica atende também adultos com psicoterapia, avaliação neuropsicológica, fonoaudiologia, fisioterapia, musicoterapia, psicopedagogia e terapia ocupacional.

Além de Vanessa (fonoaudióloga) e Natasha (psicóloga), a Pilar conta com dois fisioterapeutas, duas terapeutas ocupacionais, uma musicoterapeuta e uma psicopedagoga. A clínica tem ainda parceria com a Hípica Santo Amaro, que oferece a oportunidade aos pacientes fazerem a Equoterapia na instituição, bem como aos pacientes da Hípica poderem fazer terapias na Pilar. A clínica conta com equipamentos de alta tecnologia como o Eyetracker, estimulação transcraniana, eletroestimulação e laserterapia.

Quanto ao mês da conscientização da Comunicação Aumentativa e Alternativa, Vanessa deixa a seguinte mensagem: “A CAA é um instrumento de inclusão social. A criança que usa a comunicação alternativa tem a possibilidade de estar inserida no mundo com as suas necessidades, seus pensamentos, suas ideias e seu jeitinho de ser. E tudo isso, pra mim, é proporcionar autonomia e liberdade  para que este sujeito desenvolva suas potencialidades de forma plena, sendo capaz de assumir um lugar no mercado de trabalho compatível com suas habilidades e viver uma vida feliz”.

“A comunicação alternativa mudou a perspectiva de conexão com a minha filha. Estar presente, e na direção dela, entregue a sua própria linguagem. Deixar que ela se manifestasse em toda sua personalidade, e estar disponível para lê-la, trouxe liberdade para ela ser quem ela era. A primeira vez que ela percebeu que estava sendo compreendida foi lindo de ver, um dos momentos mais emocionantes da minha vida. Hoje eu penso que a comunicação alternativa é um mecanismo maravilhosamente empático, capaz de promover encontros profundos, potentes e transformadores”, diz a ex-masterchef Paula Salles (@paulasalles1), mamãe da Ceci, uma das pacientes bebês que foi atendida pelos especialistas da Pilar.  

No dia 22/10 acontece a oficina da clínica com o tema “A Comunicação Alternativa como agente facilitador da comunicação oral”, que será ministrada pela fonoaudióloga Vanessa Gouvêa em nosso canal do YouTube, às 13h. Participe!

Mais informações:
Pilar Terapias Integradas
Av. Santo Amaro, 4644 – Brooklin, São Paulo – SP
Telefone: (11) 97552-2122
https://www.instagram.com/pilarterapiasintegradas/

Vanessa

*Vanessa Gouvêa é fonoaudióloga pela UFRJ, tem mais de 18 anos em neuropediatria, especialista em Psicomotricidade, Bobath Pediátrico e Baby Comunicação Alternativa, Eletroestimulação, PROMPT, ABA e Laserterapia.

**Natasha Bartowski Baccan é psicóloga e neuropsicóloga, atua há mais de 10 anos em neuropediatria, especialista em Neuropsicologia, Analista do Comportamento (ABA), com mais de 8 anos de atuação em Equoterapia. É ainda terapeuta com formação em Terapia Transcaniana.

**Natasha Bartowski Baccan é psicóloga e neuropsicóloga, atua há mais de 10 anos em neuropediatria, especialista em Neuropsicologia, Analista do Comportamento (ABA), com mais de 8 anos de atuação em Equoterapia. É ainda terapeuta com formação em Terapia Transcaniana.

Natasha

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