A Civiam, em parceria com especialistas, lança o kit de iniciação à Comunicação Alternativa em sala de aula

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kit de iniciação à comunicação alternativa em sala de aula

Nesta semana, a Civiam, em parceria com as especialistas, a terapeuta ocupacional Marisa Hirata Fabri* e a Professora Doutora fonoaudióloga Sandra Cristina Fonseca Pires**, lança o Kit de iniciação à Comunicação Alternativa em sala de aula, que tem a finalidade de apoiar professores de escolas regulares na inclusão de alunos com necessidades complexas de comunicação (como Síndrome de Down, autistas, PCs, entre outros).

No kit há um manual explicativo sobre a Comunicação Suplementar e Alternativa (CSA)***, desenvolvido por ambas as especialistas, com orientações detalhadas da aplicabilidade da CSA no contexto escolar e dos materiais que o acompanham para uso imediato, como pranchas de comunicação, símbolos soltos (para serem fixados na carteira), crachá para interação rápida, entre outros. 

O manual explica ainda a diversidade dos formatos de materiais que podem ser trabalhados com a CSA, trazendo sugestões de atividades para uso em sala de aula e de novos recursos que o professor pode criar, de acordo com a demanda de cada aluno. 

“O manual tem o objetivo de auxiliar o professor trazendo ideias de aplicações de pranchas temáticas, que podem ajudar a proporcionar aos alunos a comunicação imediata, além de contribuir para a compreensão do processo amplo do trabalho da Comunicação Suplementar e Alternativa”, explica a fonoaudióloga Sandra. Para a terapeuta ocupacional Marisa, o manual traz como principal vantagem “o acesso à CSA aos professores que não têm experiência ou não a conhecem, mas podem, ainda assim, atender de imediato alunos com deficiências na comunicação”.

professora usando uma prancha do kit na sala de aula

Pensando no dia a dia corrido desses profissionais, mas principalmente em proporcionar o direito à comunicação aos alunos com algum tipo de deficiência, é que o processo de elaboração do kit foi bastante cuidadoso e detalhista: “o kit apresenta uma diversidade muito grande em relação à forma de apresentação, contexto, cor, disposição dos símbolos, entre outros aspectos, mas mantém sua característica de ser abrangente e simples para que o professor possa experimentar e iniciar uma conversa utilizando a Comunicação Suplementar e Alternativa se sentindo seguro”, diz Marisa. Pelo ponto de vista da fonoaudióloga Sandra, uma das preocupações no desenvolvimento do kit foi “apresentar de forma cuidadosa as possibilidades da Comunicação Suplementar e Alternativa e proporcionar compreensão adequada da sua complexidade e da abrangência da equipe que trabalha com a CSA. Mesmo sendo um trabalho da área de linguagem, do fonoaudiólogo, envolve uma equipe multidisciplinar para complementar tomadas de decisões, como o terapeuta ocupacional, essencial como parceiro de comunicação, assim como a família e os professores. O kit visa proporcionar ideias e propostas para os professores refletirem possibilidades de adaptações e poderem contribuir de forma ativa com os alunos em sala de aula”, explica.

A terapeuta Marisa ressalta que os materiais do kit fornecem muitas alternativas  para iniciar um diálogo do professor com o aluno com necessidade complexa de comunicação, além de serem explicativos e de fácil compreensão, permitindo desdobramentos e variações de acordo com cada aluno e com a percepção do professor. Para Sandra, a diversidade de materiais e formatos que compõem o kit visa ampliar o alcance da atuação dos professores e as expectativas são altas em relação à contribuição do kit aos profissionais das escolas. “Visa ainda mostrar parte das possibilidades de estruturação de pranchas, quebrando mitos e conceitos populares que muitas vezes são equivocados em relação à Comunicação Suplementar e Alternativa”, esclarece.

De acordo com as especialistas, os ganhos às escolas, principalmente aos alunos com necessidades complexas de comunicação, será a grande contribuição do Kit de iniciação à CSA. “As expectativas são otimistas e positivas pois todo profissional deve estar sempre aberto e receptivo para novas experiências, principalmente em relação a novos aprendizados sempre que envolver o desenvolvimento de alunos com necessidades complexas de comunicação”, explica a terapeuta Marisa. 

Para a fonoaudióloga Sandra: “espero que favoreça a reflexão sobre a área de Comunicação Suplementar e Alternativa e estimule os profissionais na busca por mais conhecimentos sobre o assunto, naturalmente proporcionando o crescimento de todos e a melhora de oportunidades dos que necessitam deste tipo de comunicação”.

criança usando um símbolo solto do kit

O kit serve, ainda, de apoio aos profissionais de Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional, que estão tendo contato com a Comunicação Suplementar e Alternativa e iniciando os atendimentos a pacientes ou até mesmo para pais e familiares que tenham filhos com deficiências na comunicação que já fazem uso da CSA.

Confeccionado em material de alta qualidade – plástico resistente e de longa duração – o kit pode ser higienizado com álcool ou lavado, o que confere maior segurança à saúde dos alunos e dos profissionais que irão manuseá-lo.

Caso a escola precise de outros materiais diferentes, os professores poderão utilizar o software Boardmaker 7 da Tobii Dynavox para criá-los de forma fácil e simples com os diversos templates prontos que podem ser facilmente personalizados, seguindo as orientações do manual.

Para saber mais sobre o Kit:

foto da Marisa Hirata

*Marisa Hirata Fabri é Terapeuta Ocupacional graduada pela PUC Campinas com pós-graduação Lato sensu em Tecnologia Assistiva.

**Sandra Cristina Fonseca Pires é fonoaudióloga clínica e docente, graduada pela Faculdade de Medicina da USP, tem aprimoramento no Tratamento Neuroevolutivo (Conceito Bobath) pela Abradimene, especializada em Alterações Sensório-Motoras de Origem Sindrômica pela FMUSP, especialista em Atuação Fonoaudiológica Hospitalar Neonatal FM-ABC, especialista em síndrome de Down pela UNAES/CEPEC-SP, especializanda em Educação em Saúde pela FMUSP, Mestre em Ciências pela Faculdade de Medicina da USP, Doutora em Ciências da Reabilitação em Comunicação Humana FMUSP, Professora do Curso de Fonoaudiologia da FCMSCSP – Graduação e Pós-Graduação, Professora de Cursos de Especialização do CEFAC, Membro diretoria expandida da International Society of Augmentative and Alternative Communication –ISAAC, Membro da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, Membro da Associação Luso-Brasileira de Ciências da Fala, tem formação em Coaching & Mentoring ISOR®, PROMPT+ Trained pelo The PROMPT Institute (nível 2), é Fonoaudióloga Amiga da Gagueira pela Oficina de Fluência.

foto da Sandra Pires

***Nota: Há variações em relação à Comunicação Alternativa (CA). Em algumas regiões, pesquisadores e profissionais utilizam CAA (Comunicação Alternativa e Ampliada), em outras, o termo mais usado é CSA (Comunicação Suplementar e Alternativa). Por isso, consideramos todas as variações corretas.

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