Oftalmologia: Simulador Cirúrgico de Realidade Virtual é o futuro na formação de cirurgiões

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crédito imagem: Dr. Colin McCannel


O Instituto de Olhos Stein da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) inclui um programa obrigatório usando a tecnologia do simulador de realidade virtual Eyesi® Cirúrgico, em conjunto com os tradicionais “wet lab” e “dry lab” para treinar cirurgiões qualificados.

O Eyesi Cirúrgico, da VRmagic, é um simulador de realidade virtual de alta fidelidade para treinamento de cirurgia intraocular de catarata e procedimentos vítreo retinianos, que aumenta exponencialmente a experiência cirúrgica de residentes, essencial na formação desses profissionais. A prática no simulador pode ser por conta própria ou sob a orientação de um professor. O simulador Eyesi Cirúrgico permite aos usuários acumular experiência cirúrgica e refinar habilidades específicas essenciais, como a destreza manual e a tomada de decisão, que podem ser aperfeiçoadas através da prática frequente em uma ampla gama de tarefas cirúrgicas oferecidas pelo simulador.

Conversamos com o Dr. Colin McCannel, um cirurgião de retina do Instituto de Olhos Stein da UCLA, sobre o sucesso da tecnologia:

“Quando se trata de treinar futuros cirurgiões, ainda usamos o trabalho tradicional no laboratório úmido e seco, mas antes eles costumavam treinar em olhos de porco, que são os que mais se aproximam do olho humano, no entanto, ainda não são tão realistas. Com o simulador, o treino é personalizado para cada aluno. Alguns levarão poucas tentativas para adquirir uma determinada habilidade, outros podem demorar mais. O algorítimo do software do simulador  projetado de forma inteligente exige níveis mínimos e consistentes de pontuação, portanto, o usuário deve demonstrar que não foi em uma única tentativa com sorte que obteve o sucesso e sim a mesma consistência de resultado nas demais . Além disso, um recurso que chamamos de odômetro rastreia o comprimento da trajetória do instrumento enquanto cada tarefa é executada dentro do olho. Dessa forma, os alunos podem ver o quanto deslocam o instrumento no olho para realizar a tarefa. Isso dá a eles uma medida direta de sua eficiência cirúrgica.

O aprendizado motor é muito específico, quanto mais idêntico ao evento real, melhor, mas ele ensina todos os movimentos. É verdade que no simulador são ligeiramente diferentes, mas isso é resolvido rapidamente e há uma curva de aprendizado muito mais curta. A repetição e reforço da destreza microcirúrgica com essas manobras sendo realizadas centenas de vezes durante o curso da simulação, em comparação com algumas poucas vezes em um olho de porco, leva a um cirurgião segurança com fluidez de movimentos. Vemos esses alunos se tornarem cirurgiões de forma mais rápida, pois à medida que começam “correndo”, os professores não precisam ensiná-los a andar primeiro”.

Resultados positivos

“Nos últimos cinco anos, desde que tornamos o simulador uma obrigatoriedade do programa, todos os residentes precisam completar cinco módulos de treinamento no simulador. Os participantes e os cirurgiões supervisores disseram que isso fez uma grande diferença na sala de cirurgia porque os residentes estão chegando com um conjunto de habilidades muito além do que costumavam ter. Existem muito menos complicações na sala de cirurgia.

Os resultados vistos mais impactantes são aqueles relacionados a muito menos casos que se prolongam por muito tempo. Anteriormente, quando as coisas não estavam indo bem, o cirurgião responsável tinha que orientar o aluno nas intervenções necessárias, vimos alguns desses casos acontecendo por 60 a 90 minutos. Com tanta habilidade desenvolvida através da prática no simulador, raramente os vemos passar de 30, 40 minutos. Isso fez com que nossas cirurgias anuais de catarata dobrassem. Não temos mais que cancelar e reprogramar cirurgias do final do dia porque aquelas no início do dia estão demorando muito”.

Maior desafio

“A adesão de residentes foi fácil, mas certos cirurgiões de catarata achavam que não era possível ensinar em um simulador, que não era nada parecido com a realidade. Acho que os que pensam dessa forma estão diminuindo porque agora as pessoas estão começando a entender que você pode aprender. Eu comparo isso ao treinamento de futebol americano. Quando os jogadores empurram os trenós pelo campo, eles estão construindo seu equilíbrio e força central para serem melhores bloqueadores. Empurrar um trenó em um campo não se parece com um jogo de futebol americano, não tem nada a ver com enfrentar um jogador pessoalmente, mas certas habilidades e músculos estão perfeitamente preparados e prontos para o jogo real. O simulador oferece habilidades rapidamente transformadas com apenas um pequeno recalculo para a vida real”.

Benefícios

“Isso precisa ser obrigatório e integrado ao programa. Muitas universidades têm a tecnologia e ela está acumulando poeira. As agendas dos alunos estão muito ocupadas e torna-se difícil justificar um uso eletivo de um tempo que não é exigido. Quando faz parte do programa, as vantagens são claras. Todos concordam que é um ótimo uso do tempo e se beneficiam na sala de cirurgia. Ele também precisa ser cronometrado adequadamente. Precisa ser programado para seis meses antes de começar a operar. Se eles fizerem isso muito cedo, haverá uma deterioração do aprendizado e eles não verão os mesmos benefícios”.

Encontrando financiamento

“Quando fui contratado, tive uma forte convicção sobre a inclusão dessa tecnologia. Eu vim da Clínica Mayo, que foi uma das primeiras a adotá-la, e aprendi que isso poderia realmente funcionar quando fosse obrigatório. Comecei uma série de estudos que comprovaram o benefício. Munido disso, consegui justificar a compra. Não é um investimento barato, mas sinto que realmente traz um ótimo retorno. Também adquirimos um Simulador de Oftalmoscópio Indireto, que é uma ferramenta de exame que pode ser um desafio para novos residentes dominarem, mas desagradável para os pacientes se for usado de forma ineficiente. Da mesma forma, adquirimos um Simulador de Oftalmoscópio Direto para a faculdade de medicina, por meio de um subsídio do ex-presidente e reitor”.

Ferramentas Tecnológicas

Simulador Eyesi Cirúrgico – VR Magic

Simulador de Oftalmoscópio Direto – VR Magic

Simulador de Oftalmoscópio Indireto – VR Magic

Veja também: Estudo do Banco de Dados Nacional de Oftalmologia do Royal College of Ophthalmologists de cirurgia de catarata, relatório 6: “O impacto do treinamento de realidade virtual EyeSi nas taxas de complicações de cirurgia de catarata realizada por alunos do primeiro e segundo ano”

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