Dia Internacional da Pessoa com Deficiência: uma data que propõe a reflexão de questões importantes sobre respeito, acessibilidade e inclusão

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Garoto com deficiência usando um andador, sorrindo. Ele usa camisa polo rosa, óculos de grau e calça roxa. A foto é em um parque num dia ensolarado.

Nesta sexta-feira, 3/12, é comemorado o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência. A data tem o objetivo de conscientizar sobre a importância da inclusão social, além de trazer a reflexão em relação à qualidade de vida e dignidade das pessoas com deficiência, como acessibilidade, inclusão social e respeito.

O capacitismo é um dos temas que vem sendo muito falado e significa o preconceito em relação à capacidade do outro e, no caso da pessoa com deficiência, esta é considerada inferior ou incapaz por conta da deficiência. Apesar de ser um termo que não é muito conhecido pela grande maioria das pessoas, a questão vem ganhando destaque e diversas pessoas com deficiência têm abraçado a luta anticapacitista em suas redes sociais. Confira alguns dos depoimentos de pessoas que enfrentaram o capacitismo e mostram que a deficiência está longe de ser barreira para a conquista dos seus objetivos da vida:

Foto de um palco com cortinas verdes de fundo e luzes vermelhas, tem 4 bailarinas vestidas com saia comprida verde e top de flores. As bailarinas estão de pé com um braço para cima e o outro para baixo. A bailarina do meio está sentada numa cadeira de rodas.
Ana da Silva em apresentação da Associação Fernanda Bianchini

Ana Maria Noberto da Silva, tem lesão medular e é aluna da Associação Fernanda Bianchini – Cia Ballet para Cegos desde 2012 e diz que não deixou o capacitismo abatê-la: “Em 2010 eu sofri um acidente e fiquei tetraplégica. Como sempre gostei de dançar, quando fiquei sabendo que poderia dançar entre rodas fui atrás do meu sonho. E assim conheci a Associação Fernanda Bianchini por meio de um professor de Educação Física da instituição Lucy Montoro, em 2012, e estou lá até hoje. Enfrentei um pouco do julgamento das pessoas, capacitismo, mas não me deixei abater e estou sempre enfrentando obstáculos para estar na sociedade como todas as outras pessoas”, diz Ana, que se já participou de diversas apresentações com a Associação e se apresentou no último final de semana no espetáculo “Criativa Mente”, no Teatro Liberdade. “Estar no palco é uma emoção que não tem explicação, é mágico e maravilhoso ver as pessoas te prestigiando na arte que vem do coração. E também fico feliz em poder estar passando para as pessoas com deficiência que nós podemos tudo! O Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, para nós PCD, representa que estamos na sociedade e também temos uma lei para que possamos correr atrás dos nossos direitos e também podemos ir e vir para onde quisermos!”, diz a bailarina.

Para Nathalia Blagevitch (@nathaliablagevitch), que nasceu com paralisia cerebral e hoje é especialista em diversidade e inclusão, palestrante, advogada pós-graduada, terapeuta transpessoal e Embaixadora do Movimento Web Pra Todos, o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência deveria ser feriado. “Por mais que as pessoas normalmente não se atentem tanto ao propósito das datas, quando há um feriado elas vão pelo menos se informar sobre o motivo, o que significa um grãozinho de consciência que vai sendo plantado na sociedade. Sabemos que um dia só não vai trazer as mudanças que precisamos sobre temas importantes, como inclusão, acessibilidade, combate ao capacitismo, mas só de lembrar que a data é dedicada à pessoa com deficiência já é um começo. Ainda mais que este ano os Jogos Paralímpicos trouxeram uma grande visibilidade às pessoas com deficiência, precisamos aproveitar o momento e trazer à tona questões importantes, como o termo capacitismo, que vem ganhando destaque. Porém, por ser muito novo, ainda poucas pessoas sabem o que é e, por isso, precisamos falar mais sobre o assunto. Se pararmos para observar, é assustador o quanto as frases capacitistas estão enraizadas nas falas das pessoas, que replicam sem perceber. Exemplo disso é que eu estava em um restaurante recentemente e ouvi uma pessoa próxima dizer ao outro “estou falando com você, não está ouvindo? Parece autista!”. Frases como essas são capacitistas e demonstram  o quanto é preciso falarmos sobre o capacitismo. Por isso que nós, pessoas com deficiência, precisamos mostrar o nosso dia a dia e ensinar primeiramente o que é o capacitismo, o quanto é ofensivo às pessoas com deficiência e de que forma as falas capacitistas podem ser trocadas por expressões adequadas. Além disso, mais do que citar apenas os casos ruins, devemos ressaltar os bons exemplos, como elogiar os lugares que são acessíveis, as cidades com estrutura com rampas de acesso; ou seja, quem está realmente fazendo a inclusão e a acessibilidade acontecerem. Estive em viagem recentemente a Gramado, por exemplo, e fiquei encantada como a cidade é acessível: até uma pequena lojinha tem rampa de acesso. E quando eu vou a um lugar que não é acessível, eu costumo conversar com o gerente do local, explicar a dificuldade do acesso e como deve ser o correto. Vale lembrar que o capacitismo vem de mãos dadas com a empatia, porque as pessoas precisam procurar saber sobre as dificuldades das pessoas com deficiência e cabe a nós, pessoas com deficiência, ensinar a sociedade com paciência. Eu defendo ainda que a inclusão e a acessibilidade deveriam ser matéria nas escolas, porque o preconceito vem dos adultos, nunca das crianças”, diz.

Foto de Nathalia Blagevitch sorrindo , sentada em uma cadeira motorizada na calçada de uma rua. Ela é loira de cabelos compridos, usa óculos de grau, uma camiseta branca e calça jeans.
Nathalia Blagevitch
Foto do Ivan Baron sorrindo - jovem de cabelo curto azul, usando óculos de grau vestindo uma camiseta mostarda. Ele está em frente a um muro verde claro.
Ivan Baron

Ivan Baron tem paralisia cerebral, é influenciador da inclusão, ativista da luta anticapacitista, autor do Guia Anticapacitista (um e-book onde ele compartilha tudo que sabe sobre o capacitismo de maneira bem humorada, mas, ao mesmo tempo, informativa) e fala sobre a importância do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência: “É a data que traz visibilidade para a nossa comunidade, além de ser o momento que paramos para refletir sobre tudo que já conquistamos e também conscientizar a sociedade sobre a luta anticapacitista”, enfatiza. Como reflexão que o dia propõe, o jovem diz: “Meu recado vai para as pessoas SEM deficiência: escutem o que temos para falar, sinalizar ou expressar, pois por muito tempo fomos silenciados e agora estamos conquistando essa “liberdade” para nos impor. Vocês não são inimigos da luta, mas algumas atitudes e pensamentos capacitistas, sim!”.

Ivan ganhou destaque nas redes sociais pelos vídeos divertidos que ensinam o que é o capacitismo e como combatê-lo e conta como surgiu a ideia do canal no Instagram (@ivanbaronn): “Sempre gostei de navegar pelo universo virtual, mas sempre como anônimo. Até que chegou um ponto que eu não me sentia mais representado naquele ambiente, praticamente todas as pessoas que eu seguia não me representavam, eram todas pessoas sem deficiência; aquilo me levou a reflexão e um certo incômodo, até que eu decidi ocupar o outro lado, de criador de conteúdo. Tento sempre trazer uma pegada POP e bem divertida para os meus conteúdos, já que os mesmos possuem uma temática bem pesada”. E ele deixa também uma mensagem a todas as pessoas com deficiência que sofrem com o capacitismo: “Muitas vezes nem elas mesmo sabem que tal prática é capacitista, então até identificar e reconhecer é um processo. Meu recado é que elas combatam o capacitismo, fugir da luta é ser conivente com o sistema que tanto nos excluem”, enfatiza.

“Gostaria que as pessoas lembrassem que nós existimos e temos tanto direito de viver em sociedade de forma digna quanto elas. A inclusão da pessoa com deficiência não é um favor, é nosso direito básico como ser humano”, diz Carol Souza, autista, diagnosticada com TDAH, escritora e pedagoga, sobre o que significa para ela o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência. Carol também compartilha a luta anticapacitista em seu perfil no Instagram (@carolsouza_autistando) e transforma as diversas situações capacitistas que já vivenciou em posts como forma de conscientizar as pessoas: “Há muita infantilização da pessoa com deficiência, como por exemplo, as pessoas pensam que muitos autistas adultos são eternas crianças. Já aconteceu de uma pessoa se abaixar um pouco pra ficar da minha altura e falar comigo, como se faz com crianças. Também é comum que quando eu vou em lugares públicos com a minha mãe, os atendentes falem comigo no diminutivo, por exemplo, ‘bracinho, mãozinha, rostinho’, etc. Sei que não é com má intenção, eles pensam que é uma forma de carinho, mas não é, na verdade é bem ofensivo. Outra coisa ofensiva, é se dirigir a quem te acompanha e não a você em uma conversa. Como se você não estivesse ali ou fosse incapaz de compreender”, explica. Ela ressalta que até mesmo muitas pessoas com deficiência acabam normalizando o capacitismo, principalmente quando se trata de infantilização. “Às vezes elas dizem que não é ofensivo ser tratado como uma criança, porque é até bonitinho, é “carinhoso”, mas não é. Basicamente quem te trata assim está dizendo que você é tão incapaz devido à sua deficiência, que não consegue nem mesmo crescer e se tornar um adulto como o resto dos seres humanos. O capacitismo nunca pode ser normalizado”, diz. Ela ressalta também que as pessoas neurotípicas devem buscar se informar sobre o assunto: “Na internet tem muitos criadores de conteúdo com deficiência que abordam temas muito importantes para a sociedade. Basta se interessar em aprender. O preconceito pode ser desconstruído com informações”.

Foto em close da Carol Souza, menina jovem de olhos verdes, cabelos cumpridos castanhos.
Carol Souza
João Elyo, garoto de 12 anos, vestindo camiseta laranja, sorrindo em frente a uma parede com 3 quadros abstratos coloridos.
João Elyo

Elenilza Araújo, professora de Língua Portuguesa do Ensino Fundamental e de Linguística do Ensino Superior, é mãe de João Elyo (@joao_elyo), 12 anos, T21, autodidata, artista plástico e foi convidado a expor suas telas no Museu do Louvre, em Paris, em abril de 2022, e fala sobre a importância do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência: “Como mãe e professora eu acho que é um dia para mostrar realmente a capacidade das pessoas com deficiência e para que o mundo observe que as pessoas com deficiência têm talentos incríveis que muitas vezes são ignorados. Além disso, como professora, eu vejo que é uma forma também de incentivar os outros colegas de profissão quanto à aceitação e acessibilidade, porque, muitas vezes, o próprio professor é preconceituoso e o estudante com deficiência merece ter oportunidade como todo mundo de aprender e de desenvolver um talento. Assim como toda criança com deficiência também pode e consegue ser alfabetizada”, diz. Elenilza conta ainda que o filho passou por diversas situações desafiadoras por conta da deficiência em algumas escolas, como ser excluído de atividades para ‘não atrapalhar’ ou de fotos da turma em datas comemorativas. “Quando eu questionava o motivo dele não estar nas fotos ou não ter participado das atividades comemorativas, justificavam que ele que não gostava de participar, mas a gente sabia que era mentira. Em outra escola, descobrimos que durante a aula tinha professor que o deixava em outra sala vendo TV para não comprometer o andamento da sala. Nessa época, nós já tínhamos notado o talento dele para a pintura e tentamos, por diversas vezes, falar com a escola para incentivá-lo a pintar, incluindo mais atividades como essa, mas não nos davam ouvidos, desconversavam”, conta. Mas, segundo a professora, logo que mudou de colégio e foi bem recebido na nova instituição de ensino, os resultados refletiram no talento de João: “Assim que o mudamos de escola, foi como se ele tivesse saído de um quarto fechado, o talento dele aflorou muito e ele começou a pintar muitas telas, que era a forma dele se expressar, por meio das tintas”. Elenilza percebeu o gosto de João pelo mundo das cores desde bebê e sempre o incentivou a pintar, comprando materiais: lápis de cor, cadernos, canetinhas que, com o passar do tempo, foram trocados por telas e tintas. Aproveitando o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, Elenilza deixa também um recado às mães: “Que nunca, jamais deixem de acreditar nos seus filhos! Sejam lutadoras, assim como eu, como outras mães que têm filhos com deficiência e são símbolo de luta para outras mães! Muitas vezes, a mãe se deixa envolver pela sociedade preconceituosa e se sente desestimulada e até tira o filho da escola de tanto ouvir essas teorias que o seu filho não é capaz, que ele não vai conseguir aprender, que ele só vai conseguir até aqui. Mas eu, por exemplo, nunca acreditei nessas coisas em relação ao João Elyo e é o que eu falo para todas as mães: que vejam seus filhos realmente como eles são e não como algumas pessoas da sociedade veem uma criança com deficiência. As mães não podem ter esse tipo de pensamento, precisam perceber o talento que o filho tem e que muitas vezes é ignorado e pelo fato de ser ignorado, é escondido. Lutemos para mostrar para o mundo do que nossos filhos são capazes!”, incentiva.

Para  Andréia Aparecida de Oliveira, que tem baixa visão por conta de uma catarata congênita e alto grau de hipermetropia nos dois olhos, o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência significa que todos têm o direito à igualdade de oportunidades como as demais pessoas, sem sofrer discriminação por terem uma deficiência. “É uma maneira de dizer à sociedade que nós somos capazes e merecemos respeito e igualdade de oportunidades de trabalho, de estudos, de vida!”. Mesmo formada em Enfermagem e com pós-graduação em Enfermagem do Trabalho, Andréia não chegou a atuar na área por capacitismo: “Quando comecei a procurar trabalho como enfermeira, mesmo mostrando que poderia exercer a profissão com adaptações, os empregadores não acreditavam que uma pessoa com deficiência visual poderia exercer as atividades da Enfermagem e fui então trabalhar como auxiliar administrativa. Mas, em 2015, eu fiquei desempregada e além disso, minha visão começou a piorar, o que me impediu de continuar atuando em atividades administrativas. Na época, o ex-namorado da minha irmã havia me falado do curso de massoterapia da Serenidade do Toque (leia matéria aqui), que capacita pessoas com deficiência visual pela instituição Laramara, e, em maio de 2018, comecei os estudos em quick massage e reflexologia podal, iniciando uma nova profissão. Como massoterapeuta também posso exercer a arte do cuidar, porém, de uma outra forma, diferentemente da Enfermagem, e assim é até hoje! E só tenho a agradecer por tudo que a Serenidade do Toque me ensinou e fez por mim!”. E mesmo a escolha da nova profissão, segundo ela, não foi vista com bons olhos por algumas pessoas: “sofri o capacitismo de pessoas que acharam que eu não seria capaz de exercer a profissão, mas com os cursos bem elaborados e ministrados pelos professores Cícero, Alice e Minoru da Serenidade do Toque e muita prática através do trabalho, consigo mostrar que sou capaz, e que nós, pessoas com deficiência visual, também fazemos parte da sociedade”, ressalta Andreia, que acaba de ser contratada como massoterapeuta pelo Hcor. E complementa: “A mensagem que deixo para as pessoas que sofrem o capacitismo é que trabalhemos para ter autonomia,  independência, que não desistamos de conquistar nossos direitos, espaço na sociedade, pois fazemos parte dela e também contribuímos para que seja melhor. É importante que se mude o olhar em relação às pessoas com deficiência, que muitas vezes são  vistas como incapazes de viver e trabalhar como todos e que as pessoas nos deem a oportunidade e condições para exercermos nosso ofício”.

Foto de Andréia, moça de cabelos escuros, usando óculos de grau, camiseta azul marinho e calça branca, fazendo uma massagem em uma moça de cabelos escuros em uma cadeira de Quick Massage.
Andréia de Oliveira
Foto de Beth Ribeiro, sorrindo sentada em uma cadeira de rodas. Ela é loira de cabelos compridos, usa uma blusa de manga comprida preta e brincos grandes de argola.
Beth Ribeiro

“Entendo o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência como um ponto de atenção, para que o mundo entenda que o ser humano tem muitas características”, diz a empresária Beth Ribeiro (@bethh_ribeiro), que tem ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica). “Tornei-me uma PcD faz pouco tempo, mas imediatamente entendi o significado de capacitismo. Entendo que seja cultural. Há um senso comum da sociedade em entender que nós, pessoas com deficiência, somos menos capazes. Vivo muitas situações no dia a dia em que, por exemplo, o garçom pergunta para a pessoa que está me acompanhando “O que ela vai querer?“, pois como a patologia que tenho me tirou a fala, é muito comum perguntarem “Ela entende o que estou dizendo?”. Outra coisa detestável é colocarem a mão na sua cabeça. Sei que a pessoa quer ser carinhosa, mas essa atitude esconde, mesmo que involuntariamente, um pensamento de infantilização e coitadismo. Existem muitas outras pérolas e ficaria dias contando. Não tenho dúvidas de que o caminho é não aceitar a atitude: no restaurante o garçom tem que se dirigir a mim, por exemplo. Somos 45 milhões só no Brasil, se cada um reagir, temos muitas chances de mudar essa triste cultura. Por isso, acredito  na conscientização, a começar em casa com a família, cuidadores, em ambientes em que estamos inseridos. Creio que essas pessoas que convivem com a gente serão multiplicadoras”, opina. Outro ponto que Beth cita é sobre a acessibilidade arquitetônica, que, segundo ela, é um grande problema em cidades como São Paulo: “as calçadas, prédios e ruas são impossíveis de transitar com uma cadeira de rodas, muletas, enfim, uma vergonha. Há muito o que melhorar, a começar pelo cumprimento da LBI (Lei Brasileira de Inclusão). Façam um exercício comigo: para um PcD chegar ao parque, por exemplo, ele tem que vencer várias barreiras, dependendo da deficiência, ter um acompanhante, transporte público acessível, pois os táxis acessíveis são absurdamente caros (quando deveria ser ao contrário), enfim, é uma batalha muito grande para ter acesso a qualquer coisa”. Ela menciona ainda outra espécie de capacitismo que tem enfrentado e é pouco falado, que é na comunicação (Beth utiliza um dispositivo de controle ocular): “quando tento me comunicar, as pessoas não têm paciência para a dinâmica, que é totalmente diferente quando utilizamos uma forma de comunicação alternativa: o ritmo é outro. Por isso, tenho pensado em desenvolver um guia para ensinar as pessoas como se comunicar com alguém que usa um dos recursos de comunicação que não pela fala”, explica.

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