Dia 4 de janeiro: Dia Mundial do Braille

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Dedo de um homem cego, lendo uma página em Braille


No dia 4 de janeiro é comemorado o Dia Mundial do Braille, data de nascimento do francês Louis Braille, o criador deste importante sistema de escrita tátil, criado para pessoas cegas há cerca de 200 anos. Braille ficou cego aos três anos de idade devido a um acidente que causou infecção em seus dois olhos. 

A celebração da data tem também o objetivo de conscientizar a sociedade e exigir acessibilidade de empresas e serviços para implementar o Braille em embalagens, cardápios e serviços como ato de responsabilidade social e respeito às pessoas com deficiência visual. 

De acordo com Sandra Regina de Souza Silva*, professora de Braille do Lar das Moças Cegas (Santos/SP), a alfabetização é fundamental para o desenvolvimento do deficiente visual. “Além disso, aprender a ler e escrever em Braille permite a socialização e a inserção no mundo do trabalho, que é essencial para que o deficiente visual perceba que, com orientação correta, é capaz de trabalhar e conquistar o seu espaço como qualquer outro profissional”, salienta. Segundo ela, apesar de parecer óbvio que a alfabetização é a condição básica para o desenvolvimento e aprendizado de qualquer pessoa – com ou sem deficiências – no caso do Braille, nem todas as pessoas cegas ou com baixa visão são alfabetizadas no sistema. “Muitas vezes, no caso de pessoas que se tornam cegas por conta de comorbidades como glaucoma, diabetes, catarata, hipertensão, entre outras patologias, há uma certa resistência em aprender o sistema devido à sua nova condição como deficiente visual. Há ainda a questão da família que, muitas vezes, não aceita que aquele familiar se tornou cego. Então, há alguns fatores que precisam ser trabalhados no âmbito familiar para estimular o deficiente visual a aprender o sistema Braille e a entender que os benefícios são inúmeros, sendo a melhora da qualidade de vida – o poder ler e escrever – o principal deles”

E complementa: “O ideal é que toda a família também aprenda o sistema para apoiar o aprendizado do deficiente, seja por meio do uso de reglete ou da máquina de escrever Braille. Assim, com todos envolvidos, a pessoa com deficiência visual se sentirá ainda mais motivada a aprender o Braille”, explica.

Sobre o sistema Braille

O sistema Braille consta de seis pontos em relevo, que, em diferentes posições, permite a formação de 63 combinações ou símbolos para escrever textos em geral, anotações científicas, partituras musicais, além de escrita estenográfica. 

Assim, os usuários podem ler e exprimir-se em todas as línguas que usam o alfabeto ocidental, utilizando um reglete e punção (equivalente ao lápis ou caneta) em um papel ou em máquinas de escrever em Braille. A leitura é realizada da esquerda para a direita.

Braille no Brasil

O sistema desembarcou no Brasil em meados de 1850 pelo professor José Álvares de Azevedo, cego de nascença, que ao aprender o sistema Braille na França, decidiu retornar ao Brasil com a missão de disseminar o sistema aos cegos brasileiros e criar uma escola para tal finalidade. Porém, o jovem faleceu em 1854, aos 20 anos de idade, vítima de tuberculose, seis meses antes da inauguração do seu sonho. Pela contribuição à população cega brasileira, Azevedo recebeu o título de “Patrono da Educação dos Cegos no Brasil” e o dia do seu nascimento, 8 de abril, foi declarado oficialmente Dia Nacional do Braille.

O sistema foi utilizado em nosso país, na sua forma original, até a década de 1940, quando precisou sofrer algumas modificações impostas pela reforma ortográfica da Língua Portuguesa, ocorrida na época.  Somente em 1999 foi criada a Comissão Brasileira do Braille,  que no ano seguinte passou a trabalhar em conjunto com uma comissão portuguesa criada com o mesmo objetivo. O trabalho foi concluído em 2002 e a Grafia Braille para  a Língua Portuguesa passou a ser adotada em todos os territórios brasileiros e portugueses, conforme a recomendação da União Mundial de Cegos e da Unesco. O resultado foi a criação de um documento normatizador e de consulta, destinado especialmente a professores, transcritores, revisores e usuários do Braille. Acesse aqui

E você sabia que a Civiam trouxe a primeira máquina de escrever Braille para o Brasil? Isso foi em 1970.

Promoção especial em comemoração ao Dia Mundial do Braille
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Foto de Sandra Regina com camiseta e máscara azul do Lar das Moças Cegas de Santos

*Sandra Regina de Souza Silva é Pedagoga, com habilitação para deficiência visual, atua como Professora de Braille no Lar das Moças Cegas há 22 anos.

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