Cinco maneiras de ajudar uma criança cega a desenvolver habilidades sociais

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Traduzido de: http://www.perkins.org/stories/5-ways-to-help-a-child-who-is-blind-develop-social-skills

De praticar o contato visual a ter conversas casuais, um professor da Perkins compartilha coisas essenciais que pais e mães podem reforçar em casa
por: Karen Shih

Se você é uma pessoa cega, como sabe para onde olhar quando alguém está falando com você? Ou quando fazer um aperto de mão? Ou o que significa “espaço pessoal”?

Estas são apenas algumas das habilidades que crianças cegas devem especificamente aprender, já que não têm o benefício de observar as ações e reações de seus familiares e amigos em situações sociais. “Nunca é muito cedo e nunca é muito tarde para o aprendizado de habilidades sociais”, disse Jeff Migliozzi, que é professor para alunos de colegial na Perkins School for the Blind. “Quando se trata disso, cada indivíduo deve falar por si mesmo, para ter acesso ao mundo à sua volta, para fazer estas conexões.”

Mesmo que habilidades sociais sejam ensinadas na Perkins como parte do Expanded Core Curriculum (ECC) [currículo fundamental expandido] – habilidades específicas para pessoas com deficiência visual precisam ser bem trabalhadas na escola, no trabalho e na vida cotidiana. Pais e mães também têm papel essencial em ajudar a desenvolver as habilidades intrapessoais de seus filhos.

Abaixo, listamos cinco maneiras com as quais você pode ajudar seu filho a ter este sucesso social, conforme sugerido por Migliozzi em um recente webinar:

1 – Coloque seu filho em diferentes situações sociais: Dê oportunidades para a participação em situações com outras pessoas da comunidade. Isso pode incluir perguntar sobre um caminho, dizer “com licença” quando estiver passando por um local com muita gente, ou cumprimentar, por exemplo, os pais de um amigo quando ele visita sua casa.

2 – Explique gestos sociais: Uma criança cega não pode ver uma piscadela ou um aceno, então você deve explicar o que isso significa e quando é apropriado. Assim, a criança pode incorporar este gestos em seu “kit” de comunicação, e entenderá o significado quando se deparar com tais comportamentos em situações sociais ou em um livro, em uma audiodescrição de filme, etc.

3 – Pratique comunicação verbal e não-verbal em casa: Se seu filho comete ocasionais gafes sociais como comentários inapropriadamente altos ou como usar o espaço pessoal de outra pessoa, dedique tempo em casa para explicar e mostrar comportamentos mais usados socialmente. Você pode também praticar interações não-verbais, como apertos de mão e contato visual, e também interações verbais: conversar sobre fatos atuais, por exemplo; chamar alguém para sair ou responder a perguntas como em uma entrevista de trabalho.

4 – Faça parcerias com educadores para desenvolver um plano: Se você trabalhar com educadores, terapeutas e assistentes sociais em um plano educacional individualizado, certifique-se de incorporar habilidades sociais. Converse regularmente com os educadores da criança para garantir que estão todos na mesma página sobre as habilidades específicas nas quais a criança está trabalhando; e sobre como eles podem ajudar a criança a alcançar seus objetivos.

5 – Reforce a ideia da reciprocidade: Crianças com deficiência visual ou outras deficiências frequentemente recebem atenção extra de seus parentes, professores e amigos. Lembre-os que é uma via de dois sentidos, e que é importante dar tanto quanto receber. Isso pode variar do básico, como dizer “por favor” e “obrigada” a cuidadores – até conceitos mais complexos, como pedir para que pensem sobre os hobbies e interesses de um parente para que possam, assim, escolher um presente da aniversário relevante, por exemplo.

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